Insetos?! Vamos mantê-los bem longe.

19 de Agosto, 2024

Imagine-se na esplanada, num ameno final de tarde, ou numa estrelada noite de Verão a dar um passeio à beira-rio, quando, de repente… um incómodo mosquito decide matar a fome. Ao picar, injeta saliva na sua pele, o que provoca uma reação alérgica típica, causando comichão, vermelhidão, inchaço e, por vezes, dor.

A picada de insetos não é apenas irritante; pode causar complicações sérias se não for tratada adequadamente. Além de infeções locais ou reações anafiláticas, os mosquitos, sendo vetores, podem transmitir doenças graves como malária, dengue, zika e febre amarela.

Assim, proteger é a atitude chave na prevenção do desconforto e das complicações associadas às picadas de insetos. E é um engano pensar que a prevenção só é essencial quando se viaja para zonas endémicas de determinadas doenças. As medidas preventivas são práticas diárias que, mesmo em Portugal, devem ser adotadas de forma permanente.

E quando pensamos em proteção, a utilização de repelentes está possivelmente no topo da lista da nossa memória. O seu principal efeito é manter os mosquitos afastados de nós, perturbando os respetivos recetores olfativos e/ou encobrindo o “odor” da nossa presença.

Apesar de haver uma vasta oferta de produtos com propriedades repelentes, os que comprovaram eficácia e segurança, e são aconselhados pelas entidades competentes, são a Icaridina, o DEET e o IR3535. Estes estão disponíveis em várias formas como sprays, roll-on, loções e pulseiras, e em diferentes concentrações.

Como usar repelentes?

  • Certifique-se de que o produto é adequado para a pessoa (bebé, criança ou adulto) e para o tipo de exposição, quer na apresentação, quer na concentração recomendada.
  • Aplique generosamente nas zonas expostas (braços, pernas, pescoço e face) 20 minutos após outros produtos de cuidados de pele, como cremes hidratantes e protetor solar. Quando em spray, pode aplicar na roupa
  • Não aplique em mucosas, feridas abertas e região ocular.
  • Reaplique com a frequência indicada na embalagem, ajustando-a em contextos de muito calor, sudação ou contacto com água.

Além dos repelentes, existem outras formas de proteção igualmente importantes:

  • Use roupas de fibras naturais e cores claras que cubram a maior parte do corpo, como calças e mangas compridas, e calçado fechado.
  • Evite produtos com aromas intensos, como perfumes e cosméticos.
  • Evite saídas ao ar livre, especialmente em áreas com muita vegetação, rios ou lagos, ao amanhecer e entardecer, altura em que os mosquitos estão mais ativos.
  • Use redes mosquiteiras, preferencialmente impregnadas com repelente, para proteger portas, janelas e a zona de dormir. Se não for possível, mantenha as janelas e portas fechadas e utilize ventoinhas ou ar condicionado para criar um ambiente adverso aos insetos.
  • Evite deixar bebidas ou alimentos expostos ao ar livre.

Proteger-se contra picadas de mosquitos deve ser uma prática contínua, tanto no quotidiano como em viagens. Siga estes conselhos, e alimente a sua vida de boas recordações — não alimente os insetos.

Grupo Medinfar

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