Menopausa: fisiopatologia, manifestações clínicas e abordagens terapêuticas

13 de Abril, 2026

A menopausa é um evento fisiológico caracterizado pela cessação permanente da função ovárica, que ocorre tipicamente entre os 45 e os 55 anos e reflete a depleção progressiva da reserva folicular ovárica. O aumento da esperança média de vida implica que as mulheres passem cerca de um terço da vida em estado pós-menopáusico, tornando este tema relevante do ponto de vista clínico e de saúde pública (Nelson, 2008).
A menopausa tem associada alterações hormonais, como a redução do estrogénio e aumento dos níveis da FSH e LH, (Burger et al., 2007), que resultam em diferentes manifestações clínicas como:


Sintomas vasomotores, afrontamentos e suores noturnos, as alterações na termorregulação central (por disfunção dos neurónios hipotalâmicos), são o sintoma mais comum durante a menopausa, afetando cerca de 60–80% das mulheres (Freedman, 2014).
Alterações neuropsiquiátricas, como a ansiedade, perturbações do sono, alterações de humor, alterações cognitivas ligeiras, podendo incluir também sintomas depressivos, potencialmente relacionados com a modulação estrogénica dos neurotransmissores (Soares, 2013).
Alterações metabólicas, com aumento da gordura visceral, maior risco de desenvolver resistência à insulina e de desenvolver um perfil lipídico aterogénico.
Osteoporose – A deficiência estrogénica promove aumento da reabsorção óssea, resultando em diminuição da densidade mineral óssea e aumento do risco de fraturas (Eastell et al., 2016).
Doença cardiovascular – A menopausa está associada a maior risco cardiovascular devido à perda dos efeitos protetores do estrogénio sobre o endotélio vascular e metabolismo lipídico (Mendelsohn & Karas, 2005).
Alterações geniturinárias da menopausa, pode haver atrofia vaginal, redução da lubrificação e alterações urogenitais, associadas à deficiência estrogénica (Portman & Gass, 2014).


Para uma melhor gestão dos sintomas da menopausa podem ser adotadas alterações no estilo de vida como uma alimentação equilibrada e a prática de exercício físico regular, no entanto, muitas vezes é preciso uma combinação com medidas farmacológicas. Estas estão disponíveis tanto na forma de suplementação, na forma de fitoterapia ou vitaminas, como de medicação na forma de terapia hormonal de substituição (Manson et al., 2013) ou outros medicamentos não hormonais como os antidepressivos (North American Menopause Society, 2022).
No caso de sintomas iniciais e para quem não tem recomendação para medicação a suplementação oferece alternativas seguras e eficazes na gestão dos sintomas da menopausa, exemplo são as Arkocápsulas Cimicífuga (para uma ação focada na gestão dos afrontamentos e suores noturnos) e Arkofemina Menopausa (para uma melhor gestão dos sintomas mais frequentes durante a menopausa).
Arkofemina Menopausa é uma solução completa, isenta de hormonas, que associa a Cimicífuga à Ashwagandha, Açafrão, Vitamina D e Cálcio, para uma ação global na gestão dos sintomas mais frequentes durante a menopausa como os afrontamentos, os suores noturnos, o stress, a irritabilidade e melhoria da qualidade do sono.
A Cimicífuga ajuda a regular a temperatura corporal, contribuindo assim para limitar os afrontamentos e os suores noturnos. A Ashwagandha, planta adaptogénica, reforça a resistência ao stress e à fadiga, ajudando também a controlar melhor a irritabilidade. O Açafrão favorece um estado de humor positivo, um sono de qualidade e apoia a termorregulação, ajudando a prevenir os afrontamentos. A fórmula, contém também Cálcio e vitamina D3, que contribuem para reduzir a perda de densidade mineral óssea em mulheres na menopausa e consequentemente o risco para fraturas osteoporóticas.


A menopausa é uma transição fisiológica com impacto multissistémico significativo. É importante que em cada caso sejam compreendidos, os problemas subjacentes, para que assim seja possível selecionar a abordagem terapêutica mais eficaz e segura, melhorando a qualidade de vida das mulheres.

Artigo Elaborado pela Arkopharma


Referências
Burger HG, Dudley EC, Robertson DM, Dennerstein L. (2007). Hormonal changes in the menopause transition. Endocrine Reviews.
Eastell R, et al. (2016). Management of postmenopausal osteoporosis. The Lancet.
Freedman RR. (2014). Menopausal hot flashes: mechanisms and management. The Journal of Steroid Biochemistry and Molecular Biology.
Manson JE, et al. (2013). Menopausal hormone therapy and health outcomes. JAMA.
Mendelsohn ME, Karas RH. (2005). Molecular and cellular basis of cardiovascular gender differences. Science.
Nelson HD. (2008). Menopause. The Lancet.
NICE (2015). Menopause: diagnosis and management.
North American Menopause Society (2022). Position statement on hormone therapy.
Portman DJ, Gass ML. (2014). Genitourinary syndrome of menopause. Menopause Journal.
Soares CN. (2013). Depression and menopause. Menopause Journal.

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